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Como ter um blog de sucesso: guia completo

Índice

Por quê ter um blog?
  1. Passo 1: Escolha o tópico do seu blog
  2. Passo 2: Identificação da sua persona
  3. Passo 3: Faça uma lista de pautas (idéias para posts) perenes
  4. Passo 4: Escolha o melhor CMS para o seu blog
  5. Passo 5: Registre um domínio (um endereço na Internet)
  6. Passo 6: Escolha a hospedagem do seu blog
  7. Passo 7: Crie o layout do seu blog
  8. Passo 8: Mensure todo o tráfego do seu blog com o Google Analytics
  9. Passo 9: Vincule o seu blog ao Google Search Console
  10. Passo 10: Desenvolva a sua estratégia de conteúdo
  11. Passo 11: Crie caminhos no seu blog para os assinantes
  12. Passo 12: Maneiras de atrair tráfego para o seu blog
  13. Passo 13: Informações importantes para começar a escrever
  14. Passo 14: Análise das métricas e mensuração dos resultados do seu blog

Por quê ter um blog?

Se o seu negócio (não importa o tamanho: unipessoal ou grande empresa) ainda não tem um blog – ou se já possui um e chegou o momento de melhorá-lo e entender como ele pode ajudar no crescimento da sua empresa – é bem provável que você já tenha se perguntado: “Por quê eu deveria produzir conteúdo?”. Afinal de contas, por quê ter um blog? Vamos lembrar alguns motivos básicos baseados em pesquisas extensas:

  • Estratégias de marketing que priorizaram o blog tem 13x mais chances de ter um ROI positivo.
  • Alimentar um blog é eficiente em termos de custo: a única coisa que se precisa gastar é tempo (ao invés de tempo e dinheiro juntos).
  • Estratégias de marketing B2B que usam blogs geram 67% mais leads do que estratégias que não usam blogs.
  • Blogs foram avaliados como a quinta fonte mais confiável para obtenção de informação confiável online.
  • 55% dos profissionais de marketing dizem que ter um blog é a prioridade de marketing de conteúdo deles.
  • Empresas que possuem um blog recebem 97% mais links de outros sites apontando para seus sites.

Ter um blog significa fazer marketing de conteúdo, também chamado de Inbound Marketing (há pequenas diferenças, mas em linhas gerais são termos sinônimos). Através do seu blog você poderá rapidamente disseminar informação útil aos seus seguidores e aos visitantes do seu site. E isso, por sua vez, ajuda a construir a autoridade do seu negócio, a melhorar o seu SEO (visibilidade nos mecanismos de busca) e poderá lhe posicionar como líder no seu segmento.

Além disso, manter um bom blog tem um impacto exponencial no longo prazo. Quanto mais você escreve no seu blog, mais tráfego você irá gerar ao longo do tempo.

Principalmente na última década, muitas empresas aumentaram suas receitas, melhoraram sua consciência de marca e alavancaram suas conversões através de conteúdo em texto de alto valor, publicado no blog para informar seus públicos-alvo e clientes já existentes.

Portanto, não basta simplesmente ter um blog: deve haver um grande motivo para a sua existência.

Como, então, criar e manter um blog de sucesso que atraia seu público-alvo e edifique a reputação da sua empresa como líder? A resposta é simples: através do planejamento de uma estratégia prévia de marketing para o seu blog.

Passo 1: Escolha o tópico do seu blog

Escolha o tópico do seu blog

O tópico deve ser amplo o suficiente para que você (ou os redatores da sua empresa) possa escrever dezenas ou centenas de artigos, mas ao mesmo tempo suficientemente específico para responder as dúvidas do público-alvo do seu negócio. Nunca escolha temas que não sejam diretamente relacionados aos objetivos da sua empresa.

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Passo 2: Identificação da sua Persona

Identifique a persona do seu blog

Saber sobre o quê você vai escrever (o tópico) é o começo. Saber para quem exatamente você vai escrever é o próximo passo. Muitas pessoas leem isso e se perguntam: “Como assim, para quem vou escrever? Eu vou escrever para o meu público-alvo!”

É provável que esse seja mesmo o caso, eu não duvido! Mas ter o perfil certo desse cliente potencial – a chamada Persona – que visitará o seu blog e terá interesse em seus produtos ou serviços é algo que demanda bem mais informação e pesquisa.

Não basta somente querer ajudar seus clientes com conteúdo: você também tem que saber quem os seus clientes potenciais são e quais dores e desafios eles querem superar.

Para descobrir essas informações, comece com uma Persona – uma representação fictícia e generalizada do seu cliente ideal. Ela lhe ajudará a entender seus clientes atuais e potenciais melhor, e facilitará o seu processo de adaptar o conteúdo do seu blog às necessidades, preocupações e comportamentos dos diferentes sub-grupos dentro do seu público-alvo.

Quais são os dados que você precisa ter para entender a sua Persona? E como obtê-los?

Para responder essas perguntas você precisa de informações sobre seus clientes atuais (já existentes) e sobre os clientes potenciais. Percorra o modelo abaixo e escolha os itens que melhor se encaixem no seu cenário específico.

Faça uma boa entrevista com a sua equipe de vendas

Os vendedores são as pessoas que estão “no front” e portanto conhecem os seus clientes a fundo. Sua equipe de vendas é uma enorme fonte de informação sobre a sua persona. Se você é uma empresa unipessoal e faz toda a parte de vendas por si próprio(a), então já tem as respostas!

Consulte o seu banco de dados, o seu CRM e/ou a sua base de contatos

Descubra padrões e tendências sobre como as leads e clientes encontram e consomem o seu conteúdo. Pesquise entre os contatos já existentes na sua base aspectos sobre idade, profissão, empresa onde trabalham, departamento a que pertencem, experiência profissional, desafios, entre outros. 

Entreviste seus clientes já existentes

Faça-o como for melhor para o cliente: pessoalmente, online ou por telefone. Descubra o que eles gostam no seu produto ou serviço, quais foram as dúvidas e dores que tiveram até escolher a sua empresa, e qual tipo de conteúdo eles procuraram para resolver seus problemas e se informar.

Pesquise em comunidades e fóruns do seu segmento

Veja o que dizem e o que perguntam as pessoas que participam dos grupos relacionados ao seu negócio. O que elas mais querem saber? Quem está respondendo as perguntas do seu público nessas comunidades?

Capture informações sobre a sua Persona no seu site

Os formulários de contato do seu blog ou site existente (ou do seu futuro blog ou site) devem conter campos estratégicos de preenchimento. Por exemplo, se há variações no tamanho das empresas onde a sua Persona trabalha, crie um campo “Tamanho da empresa” no seu formulário, com respostas de múltipla escolha, como “1 a 5 funcionários”, “6 a 20 funcionários”, “21 a 50 funcionários”, e assim em diante. O mesmo pode ser feito para os diferentes cargos que os usuários do seu blog ocupam na empresa onde trabalham, e também para vários outros tipos de informação pessoal.

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Passo 3: Faça uma lista de pautas (ideias para posts) perenes

Faça uma lista de pautas perenes (conteúdo evergreen)

Agora que você já sabe para quem vai escrever, a grande pergunta é: como construir e manter um blog com bom conteúdo para esse público-alvo? 

A resposta é: através de uma lista de pautas (tópicos de posts) perenes. A ideia é que o conteúdo do seu blog seja o mais “evergreen” possível. Em inglês, as árvores evergreen são as que preservam as folhas verdes durante todas as estações do ano. Conteúdo perene, portanto, é qualquer conteúdo que permanece sempre relevante independentemente de qual semana, mês, ou ano seja. É sempre atemporal e continua interessante para o seu público a qualquer momento em que interaja com ele no futuro.

Diferentemente de artigos ou notícias associadas a algum momento específico no tempo – que também podem trazer valor ao seu blog – o seu conteúdo perene deve ser o ponto de partida: é ele que ajudará o seu blog a aparecer cada vez mais nos resultados de buscas feitas com palavras-chave importantes na sua área. Trata-se, basicamente, de um trabalho de construção da autoridade do seu blog perante os mecanismos de busca, que é consolidado ao longo do tempo.

Com a pesquisa de informações da sua Persona já em mãos, será mais fácil pensar em pautas perenes para publicar no seu blog – tanto agora no lançamento quanto ao longo do tempo.

Veja as dicas abaixo para criar a sua lista de tópicos evergreen.

Tópicos centrais

Pense em um tópico ou em uma palavra-chave que usuários digitariam no Google para resolver uma dúvida sobre o produto ou serviço que você oferece. Depois, a partir desse primeiro tópico, crie uma lista de sub-tópicos relacionados.

Pesquisa de palavras-chave

Faça uma pesquisa para descobrir quais tipos de palavras-chave as pessoas usam para pesquisar sobre os assuntos relacionados ao seu blog.

Liste as dores da sua Persona

A partir das entrevistas que sugeri acima para identificar a sua Persona, percorra as suas dores para saber como resolvê-las através do seu conteúdo. Defina pautas para cada dor.

Conteúdo já criado

Se você já criou conteúdo antes (em documentos Word, anotações em notas simples, etc.) encontre esses arquivos e recondicione tudo para o seu blog.

Olho na concorrência

Pesquise o conteúdo nos blogs de concorrentes e veja o que estão escrevendo. Faça conteúdos ainda melhores e mais explicativos com as mesmas pautas. Pense também a partir de outras perspectivas sobre os posts deles e descubra novos tópicos e subtópicos para explorar.

Sessão de brainstorming

Marque uma sessão de brainstorming com a sua equipe (no caso de empresas) e anote as ideias pertinentes de cada pessoa. Muitas vezes, a ideia de uma pessoa gera várias outras ideias de outros membros do time.

Quando a sua lista já tiver um bom número de pautas para posts, comece a escrever (se você mesmo(a) for o autor do blog) ou delegue os tópicos à equipe de redatores. É bem provável que você ou os seus redatores se surpreendam com as novas ideias de pautas que aparecerão quando começarem a escrever.

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Passo 4: Escolha o melhor CMS para o seu blog

CMS é um acrônimo (sigla) em inglês que significa Content Management System, ou “Sistema de Gerenciamento de Conteúdo”. Trata-se de um sistema digital que permite que você coloque o seu conteúdo (textos, imagens, vídeos, áudios, etc.) online e edite-o quando quiser. O CMS é, portanto, um painel do qual você pode controlar todo o conteúdo e demais aspectos e elementos do seu blog (ou do seu site como um todo, se o seu blog estiver dentro do seu site).

Você precisa de um CMS robusto que tenha as funcionalidades necessárias para que o seu blog funcione sem restrições e com possibilidades de expansão ao longo do tempo.

Os passos anteriores – de identificação da sua Persona e de geração das pautas – foram etapas do planejamento estratégico. Daqui em diante trataremos também de aspectos do planejamento técnico.

Veja o que você deve procurar no CMS do seu blog:

A melhor usabilidade possível

A maioria dos CMSes vem com templates pré-prontos que você pode usar imediatamente, e boa parte deles conta com suporte (geralmente através de fóruns online) com instruções e dicas para fazer o layout (o design) customizado ao seu gosto e às suas necessidades. Escolha um modelo que atenda as suas exigências e/ou as demandas da sua equipe. Eu recomendarei um deles – o WordPress – mais abaixo, por diversas razões.

Deve ser responsivo

Em linguagem de Internet, a palavra “responsivo” significa ser compatível com dispositivos móveis e tablets. Ou seja, um site ou blog responsivo é aquele que possui versões diferentes para cada dispositivo: é exibido de uma forma em computadores de mesa (desktops) e laptops, de outra forma em tablets, e ainda de outra forma em celulares – sempre adaptando o tamanho dos elementos ao tamanho da tela onde está sendo exibido. A grande maioria (praticamente todos) os CMSes hoje são responsivos, mas vale ficar sempre atento a isso.

WordPress: o CMS que você e quase todas as empresas devem considerar

O WordPress é o CMS mais popular do mundo – de longe. Como eu disse antes, CMS é uma sigla em inglês que significa “Content Management System”, ou Sistema Para Gestão De Conteúdo em português. Basicamente, um CMS é um tipo de painel administrativo que permite que o dono do site faça as alterações desejadas nele: modifique textos, imagens, posições de elementos, crie novas páginas, escreva um novo post no blog, e muitas outras ações.

Wordpress: o CMS mais popular do mundo

Algumas estatísticas interessantes sobre o WordPress:

  • O WordPress tem um market share de aproximadamente 61% do mercado de CMS;
  • Aproximadamente 35% de todos os sites da Internet são WordPress;
  • Aproximadamente 14% dos maiores sites do mundo usam WordPress;
  • O diretório de plugins para WordPress oferece mais de 55.000 plugins, dos quais milhares são gratuitos. Plugins WordPress são como aplicativos para smartphones: cada um deles desempenha uma função desejada no seu site e/ou no seu blog.

O ganho de velocidade é somente uma das várias vantagens de se usar WordPress. Os plugins são soluções prontas ou quase prontas para as necessidades específicas de cada negócio. Por exemplo: suponhamos que você queira que seu blog (ou site) tenha um área de membros com assinatura recorrente mensal. Há plugins (inclusive grátis) especificamente para isso, com instalação disponível em poucos cliques através do painel administrativo. E assim por diante. Há soluções prontas ou “pré-prontas” para quase tudo que um dono de site possa querer e imaginar.

Para quem quer ter um blog, eu não poderia recomendar nenhum outro CMS que não fosse WordPress. Ter um blog feito em outra plataforma seria como ter um smartphone que não é nem Android e nem iOS (iPhone): você teria pouquíssimos aplicativos disponíveis, e se o seu celular der algum defeito você não encontrará assistência técnica facilmente – e quando encontrar ela muito provavelmente será mais cara. Quantos de nós compraríamos um celular desse? Quase ninguém.

Ter um blog WordPress é como ter um celular Android ou um iPhone: você encontra facilmente programadores que trabalham com ele porque é um padrão de mercado (altamente desenvolvido). Todas as soluções para as necessidades e problemas já estão em um nível muito avançado de desenvolvimento. Portanto, fica aqui a minha recomendação: use WordPress.

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Passo 5: Registre um domínio (um endereço na Internet)

O domínio é o endereço que o seu blog (ou site) terá na Internet: é o “www.nome-do-seu-blog.com.br” que o usuário digitará na barra de endereços do navegador para chegar até ele. Você deve comprar um domínio para que possa usá-lo (ou seja, associá-lo ao seu blog ou site). Uma vez comprado, a renovação da titularidade (da posse e direito de uso) do seu domínio será anual. 

Há basicamente dois grandes tipos de domínios:

  • os que tem a extensão “.br” no final. Exemplos: “www.danieldigital.com.br”, “www.danieldigital.net.br”;
  • os que não tem a extensão “.br” no final. Exemplo “www.skype.com”, “www.speedtest.net”.

Domínios que possuem o “.br” no final são regidos e comercializados por um órgão brasileiro específico: o Registro.br (www.registro.br). Se a sua ideia é ter um domínio com a extensão “.br”, siga o procedimento no tutorial que fiz neste post.

Domínios que não possuem o “.br” no final – que podem ser do tipo “.com”, “.net”, “.org” ou ainda de vários outros tipos – são internacionais e podem ser comprados em sites de empresas de hospedagem (dentre os quais eu recomendo a Hostgator) ou por sites especializados em venda e registro de domínios (dentre esses eu recomendo a NameCheap).

Todos os sites onde podemos comprar domínios – não importa se com “.br” ou sem – oferecem um campo de busca. Nele, você pode pesquisar pelos domínios que deseja comprar para ver se estão disponíveis ou se já foram comprados por outra pessoa ou empresa. Teste várias opções, seja criativo(a) e veja estas dicas antes de tomar sua decisão final. Outra informação importante: você pode ter vários domínios, e pode também fazer com que mais de um domínio aponte para o mesmo site.

Exemplo: os domínios “www.nome-do-seu-blog.com.br” e “www.nome-do-seu-blog.net” podem apontar para um só (mesmo) site. Isso significa que se uma pessoa digitar qualquer um dos dois endereços acima ela será levada ao mesmo site ou blog. É muito importante que você saiba dessa possibilidade para que possa comprar mais de um domínio (por exemplo, um domínio principal e variações próximas dele) e apontar todos eles para o seu blog (ou site). Essa ação pode fazer duas coisas ao mesmo tempo:

  • trazer mais tráfego para o seu blog (lembre-se de que pessoas podem digitar variações do seu domínio, principalmente no caso de domínios que carreguem nomes e termos populares);
  • proteger a sua marca e/ou nome do seu blog (seus concorrentes não conseguirão comprar variações próximas do seu domínio porque você já as terá comprado).

Você pode comprar vários domínios e retê-los por quanto tempo quiser – inclusive sem construir nenhum blog ou site vinculado a eles.

Depois de comprar o(s) seu(s) domínio(s), o próximo passo para colocar seu blog de pé é escolher a empresa que vai hospedá-lo. 

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Passo 6: Escolha a hospedagem do seu blog

Escolha a hospedagem do seu blog

Seu site ou blog precisa estar hospedado em um computador de uma empresa (um servidor) especializada em fazer com que ele fique disponível online para todos os visitantes. Nesta etapa, você deverá então escolher a hospedagem do seu blog.

Dentre as empresas que operam no Brasil e que oferecem serviços de hospedagem genérica de boa qualidade, eu recomendo a Hostgator. Há vários planos disponíveis e, para a grande maioria dos blogs, eu recomendo o Plano M porque ele inclui o cPanel – um painel que lhe permite ter muito mais controle sobre o seu blog e sobre a sua hospedagem como um todo. Nesse plano você poderá instalar o WordPress com um clique. Apesar da Hostgator possuir também outros planos sob o título “Hospedagem WordPress”, eu não os recomendo porque eles não incluem o cPanel, o que faz com que o dono do blog fique muito limitado em certas situações.

Há várias outras empresas de hospedagem. Escolha a sua somente depois de pesquisar bastante e tenha certeza de que não seja lenta, o que pode afetar muito o funcionamento e desempenho do seu blog. A imensa maioria das empresas de hospedagem oferece suporte somente por e-mail (por “ticket” ou “chamado” aberto no painel do cliente). Saiba que isso é de fato o padrão desse mercado, e é normal. As empresas que oferecem suporte por telefone pelo mesmo preço das demais em geral possuem servidores piores e mais lentos, por isso conseguem manter esse aparente “benefício adicional” da ajuda por telefone. Para se ter ambos (o suporte por telefone com bons servidores rápidos) é preciso pagar mais, não duvide disso.

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Passo 7: Crie o layout do seu blog

Depois de escolher o CMS (espero que seja WordPress!), o domínio e a hospedagem, é chegada a hora de materializar o seu blog. E é claro que ele tem que ser bonito. Mas não só isso: deve ser também otimizado para geração de leads (captação de contatos) e para tentar transformar os visitantes em clientes.

Boa parte dos CMSes oferecem modelos de layout grátis que você pode usar e alterar de acordo com o seu gosto, mesmo sem ter nenhuma experiência em design gráfico e programação. Mas atenção: há alguns elementos básicos que devem fazer parte do design do seu blog. São pilares de boas práticas para quem quer oferecer a melhor experiência possível para os visitantes. Veja-os abaixo.

Boas práticas para um ótimo layout de blog

A página “Blog” principal

A página “Blog” deve sempre conter links para os seus posts mais recentes, preferencialmente com uma imagem em miniatura para cada um deles. Quando você já tiver um bom número de posts, é importante incluir um campo de busca e também uma coluna lateral com links para os seus posts mais antigos e para as categorias do blog. Assim, os visitantes poderão acessar todo o seu conteúdo, dos posts mais novos aos mais antigos.

Modelo para todos os posts

Cada um dos seus blog posts deve ter exatamente o mesmo layout geral para que seus leitores tenham uma experiência padronizada e consistente em todas as páginas. A forma mais fácil de garantir essa consistência é através da criação de um modelo, que será usado toda vez que um novo post for criado. Você mesmo pode usar modelos que já vem prontos em temas WordPress ou contratar um web designer para criar um novo modelo do zero.

Paleta de cores

Para manter a consistência do design do seu blog, escolha um esquema de cores e permaneça com ele em todas as suas páginas e blog posts. Contratar um designer gráfico aqui pode fazer toda a diferença.

CTAs (Call-To-Action)

Os CTAs são botões bem visíveis ou links mais discretos que convidam o usuário a realizar alguma ação que seja valiosa para a sua estratégia. Exemplos dessas ações são:

  • visitar outro post seu, de assunto relacionado ao atual;
  • baixar algum material em PDF;
  • preencher um formulário de contato;
  • se inscrever na sua lista de newsletter (e-mail marketing);
  • fazer uma compra.

Entre várias outras ações.

Sua marca

O design geral do seu blog deve ser consistente com o resto do seu site, e isso inclui também a sua marca. É importante distinguir o ambiente “Blog” do resto do site, mas ambos devem ter alguma(s) coisa(s) em comum para que o visitante continue sentindo que está no mesmo lugar ao entrar em um post. Deixe sua marca presente de alguma forma: a logomarca no menu superior, no rodapé, uso das mesmas cores, etc.

Escolher as fontes (tipos de letra) cuidadosamente

Para texto corrido (para o texto dos artigos do seu blog) é aconselhável escolher uma fonte sem serifa (sem as “continuações” ou “curvinhas” nas extremidades) para que a legibilidade seja melhor em tamanhos menores (ou seja, texto pequeno). Para as demais páginas estáticas do seu site (como Home, Quem Sou, Contato, etc.) você pode usar uma (ou duas) fontes a seu gosto, incluindo as serifadas (com serifa) para títulos maiores. Se você olhar a lista de fontes disponíveis em qualquer programa que edite algum tipo de texto (como o Word ou o Photoshop) verá que muitos dos nomes das fontes contém as palavras “serif” e “sans serif”. São palavras francesas que significam “serifa” e “sem serifa”, respectivamente.

Exemplos de fonte com serifa e fonte sem serifa
Exemplo de fonte com serifa (ou serifada) e fonte sem serifa

Botões de compartilhamento social

Dê aos visitantes do seu blog a opção de compartilhar o seu conteúdo. Isso pode ajudar muito a gerar mais tráfego e a trazer novos visitantes.

Como lidar com comentários nos seus posts

A maioria dos CMSes (WordPress incluído) vem com a opção de permitir que os visitantes comentem em posts. Comentários são interessantes porque estimulam a geração de conteúdo por parte dos próprios visitantes (é o chamado UGC, sigla em inglês que significa “User Generated Content”, ou “Conteúdo Gerado Por Usuários” em português). No entanto, deve-se ter muito cuidado. Tenha um plano bem definido para lidar com os comentários. Decida se será permitido comentar sempre ou somente durante um período. Defina quem, na sua equipe, responderá os comentários. Essa pessoa deve ser treinada e orientada a manter o tom e jeito de ser da sua marca sempre que redigir uma resposta, além de conhecer bem a sua empresa e seus produtos e/ou serviços. Se você for a única pessoa por trás do blog, considere o tempo que deverá ser gasto com respostas aos comentários na sua estimativa de esforço diário, semanal, etc. Muitas oportunidades de vendas, parcerias, etc. podem aparecer nessa seção em meio aos comentários.

Exibição de datas nos posts

Adicione datas de publicação e/ou de atualização em todos os seus posts. É muito importante que os visitantes do seu blog saibam o quão recente (e portanto o quão relevante) o seu conteúdo é. Em geral, coloca-se as datas logo abaixo do título do post, que aparecem com o texto “Publicado por (nome do autor) em (data) às (horas)” e “Atualizado em (data) às (hora)”. Há blogs que exibem somente a data de atualização, o que também é uma boa prática.

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Passo 8: Mensure todo o tráfego do seu blog com o Google Analytics

A Google oferece gratuitamente um painel onde ficam armazenados e organizados todos os dados do tráfego do seu blog ao longo do tempo: é o Google Analytics. Através desse serviço, é possível saber detalhes sobre os seus visitantes, tais como:

  • localização geográfica até o nível de cidade;
  • dispositivo usado (computador, tablet ou celular);
  • navegador usado;
  • tempo de permanência;
  • páginas e posts mais visitados;
  • sites referentes (sites de onde os visitantes vieram);
  • tipo de tráfego por porcentagem. Ou seja, você saberá quantos visitantes chegaram ao seu blog através de anúncios (campanhas pagas no Google e no Facebook, por exemplo), através do tráfego direto (situação em que o usuário abre o navegador e digita o endereço do seu blog diretamente), através do tráfego orgânico (dos resultados não-pagos do Google – o grande objetivo de quase todo blog, em princípio) e através do tráfego de referência (os visitantes que estavam antes em algum outro site e “pularam” para o seu blog);
  • várias outras informações valiosas.

Esses dados são importantíssimos para que você saiba o que está funcionando bem e o que não está. É através dessas informações que muitas decisões vitais para a estratégia de conteúdo do seu blog e para o seu negócio como um todo poderão ser tomadas.

O Google Analytics começa a registrar esses dados do tráfego do seu blog a partir do momento em que se insere uma “tag”, que é basicamente um pequeno parágrafo de código que é inserido no seu blog – mas que fica invisível na sua vitrine pública.

Insira a tag do Google Analytics no seu blog ou peça ao seu programador que o faça, é muito simples. Basta seguir as instruções neste tutorial.

Para usufruir desse serviço é necessário ter uma conta Gmail genérica gratuita ou uma conta de e-mail GSuite.

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Passo 9: Vincule o seu blog ao Google Search Console

O Google Search Console é outro serviço gratuito da Google que oferece detalhes sobre o tráfego orgânico do seu blog. Tráfego orgânico é aquele em que os visitantes chegam até o seu site a partir de um clique em um resultado de uma pesquisa no Google, mas não de um clique em resultados pagos (em anúncios, que contém a etiqueta “Anúncio” ao lado) e sim de um clique nos outros resultados (sem a etiqueta “Anúncio”), chamados de orgânicos ou naturais. O print abaixo é de uma página de resultados do Google. Veja onde se encontram os resultados pagos (anúncios) e os resultados orgânicos:

Resultados orgânicos do Google

Em princípio, o grande objetivo de todo blog é aparecer nos resultados orgânicos do Google. Dessa forma, consegue-se atrair cliques de usuários que estejam fazendo pesquisas relacionadas aos tópicos de cada um dos posts do blog. Por exemplo, se o seu blog é sobre cães e um dos seus posts fala sobre “doenças comuns que afetam a raça Pastor Alemão”, quando uma pessoa fizer uma pesquisa no Google do tipo “pastor alemão doenças” o seu post será exibido entre os resultados.

Dessa forma, consegue-se atrair tráfego relevante para o blog. Nada mais natural do que atrair pessoas que tenham perguntas cujas respostas estão no conteúdo dos seus posts. Afinal de contas, esse é o seu público-alvo. Ao informar pessoas sobre todos os detalhes do seu produto ou serviço através do seu blog você estará gerando mais tráfego para ele – e gerando mais possibilidades de vendas também.

O Google Search Console oferece informações essenciais para a sua estratégia de conteúdo, tais como:

  • número de visitas vindas de cliques em resultados orgânicos, separadas por cada post;
  • as palavras-chave que os usuários usaram para chegar a cada post;
  • a taxa de cliques: número de cliques em relação ao número de exibições em resultados do Google – conhecida também como “CTR” – de cada um dos posts;
  • vários outros dados importantes sobre seu blog – inclusive sobre a “saúde técnica” dele.

A vinculação do seu blog ou site ao Google Search Console pode ser feita de várias maneiras. A mais tradicional é através da inserção de um arquivo HTML em uma pasta do servidor (nos arquivos da sua hospedagem) onde seu blog estiver hospedado. Depois de inserido esse arquivo o robô da Google visita o seu site e detecta a presença do arquivo HTML e valida a sua propriedade sobre o blog.

Dessa forma, a Google entende que você de fato possui acesso ao maquinário do blog e que portanto é o dono dele. Todos os outros métodos de vinculação do Search Console também requerem algum tipo de acesso ao painel de edição ou a algum painel do servidor do blog. Apesar de aparentemente complicado, os procedimentos de vinculação são bem simples, basta seguir essas instruções. Se você não estiver seguro de como fazê-lo, peça ao seu programador que o faça.

Depois de vincular seu blog ao Google Search Console, você terá acesso ao painel de dados. 

Para usufruir desse serviço é necessário ter uma conta Gmail genérica gratuita ou uma conta de e-mail GSuite.

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Passo 10: Desenvolva a sua estratégia de conteúdo

Antes de lançar o seu blog, é essencial pensar – cuidadosamente – sobre uma estratégia de conteúdo interna para o curto e longo prazos. Você e/ou sua equipe precisam saber quanto tempo e esforço da empresa (ou de você pessoal, mental e fisicamente) será despendido para a alimentação do blog. E é nesse momento que surgem perguntas.

“Com que frequência devo postar no meu blog?”

A frequência e os dias e horários de publicação de posts dependerão inteiramente do tamanho do seu negócio, do seu nicho, da disponibilidade financeira e de tempo para a produção de posts e do tamanho do público-alvo que você quer alcançar. É o momento de se perguntar também o quão importante o blog será dentro da sua estratégia geral de marketing.

Se você vai escrever sozinho no seu blog, eu recomendaria pelo menos dois posts por semana. Se você possui uma empresa com redatores, acredito que pelo menos três posts por semana seria uma boa meta. O número de posts em ambos os casos pode variar muito de acordo com o tipo de post e o assunto. Há posts que demandam muitas imagens, por exemplo. E isso tem um impacto enorme no tempo de produção. Mas uma coisa é certa: quanto mais você escrever e publicar no blog, mais tráfego você terá. E mais tráfego significa mais leads (contatos com alguma intenção comercial) e mais vendas.

Revisar é crucial

Nunca publique um conteúdo sem que ele tenha sido revisado – e em alguns casos, editado (modificado). Todas as estatísticas e informações usadas no texto devem ser comprovadas antes da publicação. Além disso, uma boa revisão de português é imprescindível. Afinal de contas, se você começa a ler um post que:

  • não cita nenhum fato ou dado estatístico relevante;
  • não cita nenhuma fonte de informação em nenhum momento;
  • contém vários erros de ortografia e de concordância verbal;
  • é visualmente feio e confuso;

é bem provável que você não dê a esse blog muito valor e nem muita credibilidade. Fornecer conteúdo de qualidade significa também ter uma boa estratégia de revisão, que deverá entrar em ação logo depois que a primeira versão do post estiver pronta.

“Qual formato de conteúdo devo usar?”

A resposta da pergunta acima fará com que você agora tenha um novo olhar sobre as pautas (tópicos, assuntos para posts) que você escreveu no Passo 3 deste guia. A lista de pautas é o “o quê”, e agora temos que ver o “como”. Ou seja, já temos uma lista inicial de assuntos, mas temos que decidir como iremos comunicá-los ao público.

Blog posts são muito versáteis no que se refere à maneira de escrever e comunicar seu conteúdo. Podemos usar infográficos, inserir áudios e vídeos, inserir imagens estáticas, tabelas, gráficos, além de todos os recursos de texto que já conhecemos. Seu conteúdo pode ser do tipo “como fazer” (tutoriais), notícias, editoriais, guias, etc. Ou uma combinação de vários ou todos esses tipos. Decida qual (ou quais) formato(s) é (ou são) o(s) melhor(es) para o seu negócio (veja o que a concorrência está fazendo) e quanto esforço você consegue colocar em cada um deles.

Com o passar do tempo, faça análises e veja qual formato teve o melhor desempenho. Quanto mais formatos você experimentar no início, mais dados você terá ao longo do tempo para ver qual (ou quais) deles é o melhor.

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Passo 11: Crie caminhos no seu blog para os assinantes

Como promover o seu blog?

Uma maneira muito boa de ampliar o alcance do seu blog é estimular as assinaturas. Essa ação faz com que as pessoas que leem seu conteúdo o façam com ainda mais frequência e que o compartilhem com outras pessoas. Ter assinantes também ajuda você a se comunicar com frequência com as mesmas pessoas, o que permite que elas sejam cada vez mais educadas (ou alimentadas) pelas informações do seu conteúdo, e que portanto possam se tornar clientes potenciais em algum momento.

Preferencialmente antes de lançar o seu blog, configure os itens abaixo para tentar sempre converter visitantes em assinantes:

Formulários de captura (também chamados de formulários de opt-in)

Como os visitantes do seu blog se tornarão assinantes? Através de botões que direcionem o usuário a um formulário. Esses botões são chamados de CTAs, sigla em inglês que significa “Call-To-Action” ou “Chamada Para Ação” em português. Geralmente são botões grandes com textos como “Assine Nossa Newsletter”, “Entre Na Nossa Lista” ou “Junte-se a Mais De 1.000 Assinantes”, etc. Ao clicar no botão de CTA, o usuário é direcionado a uma página que contém um formulário, no qual o visitante insere seus dados pessoais básicos e seu e-mail. A partir do momento em que preenche esse formulário e aceita as condições, o visitante se torna um assinante e poderá receber seus e-mails periódicos.

Formulário de opt-in
Exemplo de formulário de captura de e-mails em um site de turismo

Disparos de e-mails para os assinantes

Através do uso de ferramentas de e-mail marketing ou de automação de marketing, crie fluxos que enviem e-mails automaticamente aos seus assinantes com (por exemplo) seus últimos posts. Crie um modelo (template) de e-mail com a sua identidade visual (suas cores, sua fonte, sua logomarca, cabeçalho e rodapé) para manter a consistência estética nos envios ao longo do tempo. Quanto à frequência dos disparos, em geral eu recomendo semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, dependendo da frequência das suas postagens e do tipo de conteúdo. Um site de notícias de política, por exemplo, pode ter assinantes que queiram receber e-mails até diariamente.

O assinante tem que ter a opção de se desinscrever da sua lista

É primordial dar a todos os seus assinantes a opção de sair da sua lista (cancelar a assinatura), caso queiram. Geralmente é incluído um link de “unsubscribe” (ou “cancelar assinatura” em português) no rodapé de cada um dos e-mails enviados à sua lista. Portanto, inclua esse link no seu modelo de e-mail. Ao clicar no link, o assinante deverá ser direcionado a uma página que contenha uma lista de múltipla escolha para que marque o motivo que o fez cancelar a assinatura. Essa resposta é importante para que você saiba porquê os assinantes estão saindo da sua lista.

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Passo 12: Maneiras de atrair tráfego para o seu blog

Ter um blog ativo significa que você já está fazendo Marketing de Conteúdo. No longo prazo, publicar bons artigos no seu blog pode ajudar a aumentar o tráfego do seu site enormemente – e exponencialmente também. Mas é necessário um grande trabalho da sua parte. Como, então, promover os seus posts e fazer com que seu conteúdo apareça em posições altas nas páginas de resultados do Google (e também de outros buscadores)? É aqui onde entra em cena uma grande ciência chamada SEO, sigla em inglês que significa Search Engine Optimization (“Otimização Para Mecanismos de Busca” em português).

Além de SEO, você pode fazer campanhas PPC – como anúncios no Google Ads – e também campanhas de anúncios em redes sociais, como no Facebook ou no Instagram. E claro, faça sempre as postagens tradicionais (manuais) nos seus perfis sociais promovendo os posts do seu blog.

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Passo 13: Informações importantes para começar a escrever

Selecione algumas pautas

Lembra da lista de pautas (tópicos) que escrevemos no Passo 3? Comece com essa lista, escolhendo as pautas que você considera as melhores (pergunte-se: qual desses tópicos é a maior dúvida do meu público sobre meu produto/serviço/assunto?). Dentre elas, escolha uma e comece a redigir o seu primeiro post.

Uma vez que tenha feito a seleção das suas primeiras pautas, lembre-se das outras dicas essenciais abaixo.

Redija posts que sejam facilmente escaneáveis visualmente

A leitura na Internet é rápida. Pouquíssimos visitantes lerão seus posts do começo até o fim sem “pular” nenhuma parte. Com raras exceções, é um grande erro achar que a maioria ou que todos os visitantes lerão um post inteiro. Portanto, a estrutura visual dos seus artigos deve ser muito bem organizada, de modo que o leitor possa encontrar o parágrafo que mais lhe interesse rapidamente. Use:

  • imagens (elas “marcam” visualmente trechos do post, além de ajudar a transmitir a mensagem e de serem um descanso visual – uma pequena pausa da leitura);
  • listas numeradas e/ou listas com marcadores;
  • parágrafos curtos (preferencialmente em torno de 200 palavras cada);
  • tamanhos de fonte grandes para os títulos – mas que diminuam gradualmente de modo a mostrar o que são subtítulos, sub-subtítulos, etc. Veja, por exemplo, este post aqui (que você está lendo agora) e repare que há uma hierarquia de subtítulos em todos os tópicos acima, que reproduzo novamente abaixo para que você entenda com clareza:

Este é o título do post (H1)

Isto é um subtítulo (H2)

Isto é um sub-subtítulo (H3)

Isto é um sub-sub-subtítulo (H4)

 

As siglas H1, H2, H3 e H4 dentro dos parênteses acima significam respectivamente “heading 1” (geralmente o título do post), “heading 2”, “heading 3” e “heading 4”. A palavra “heading” pode ser traduzida como “título” em português. Portanto, se você se deparar com algum editor de texto no painel do seu blog que tenha essas opções, use-as para criar a estrutura hierárquica de títulos dos parágrafos no seu texto. Os títulos (“headings”) geralmente disponíveis vão de H1 a H6.

Essa hierarquia de títulos é primordial para que o leitor encontre a informação que deseja no post com mais rapidez. E não se trata somente dos tamanhos diferentes das fontes: cada nível de subtítulo tem uma importância semântica enorme. Isso quer dizer que ao redigir um post com essa estrutura, você diz claramente aos mecanismos de busca (Google, Bing, entre outros) quais subtítulos estão debaixo de quais títulos – ou seja, você comunica corretamente a hierarquia do texto. E quando eles (Google, Bing, etc.) entendem a estrutura do seu artigo, poderão passar a exibi-lo em resultados de buscas feitas por usuários que tenham digitado palavras-chave relacionadas ao assunto do seu post. Para saber mais sobre como a semântica ajuda a trazer mais tráfego para blogs e sites, você pode ler este outro post.

Imagens

Um dado curioso: você sabia que imagens coloridas fazem com que os leitores tenham 80% a mais de interesse em ler um post? Portanto, use imagens, gráficos e até vídeos para ajudar a comunicar sua mensagem e fazer os seus posts mais atraentes para os visitantes. Há vários sites que oferecem imagens grátis sem direitos autorais, eis alguns deles:

Site de imagens gratuitas para uso em blogs
O site de imagens gratuitas Pexels

Há também sites de imagens com planos pagos. Em muitas áreas, a qualidade geral das imagens pode ser muito superior. Eis os principais:

Importante: se puder, faça buscas nos sites acima – tantos nos grátis quanto nos pagos – em inglês para encontrar mais imagens (e imagens melhores, em geral).

Formatos de imagens

Os dois formatos de arquivos de imagens mais usados em sites e blogs são:

  • PNG (extensão “.png”)
  • JPEG (extensão “.jpg” ou “.jpeg”)

É essencial entender a diferença entre eles. Bem resumidamente, imagens png são mais pesadas e imagens jpeg mais leves. Em geral, o melhor a se fazer é usar imagens jpeg com qualidade média ou média-alta. Dessa forma, na maioria dos casos, você conseguirá um bom equilíbrio entre boa qualidade e tamanho leve do arquivo da imagem.

Atenção: nunca insira imagens no seu site sem redimensioná-las e comprimi-las antes!

Antes de inserir imagens no seu site, você deve redimensioná-las (ajustar o tamanho) para que elas tenham as dimensões certas: que não sejam nem exageradamente grandes demais (com desperdício de tamanho) e nem pequenas demais (com perda de qualidade quando exibidas com alguma ampliação). Eu, pessoalmente, acho que nenhuma imagem precisa de mais do que 800 pixels de largura para transmitir sua mensagem, com raras exceções (sites de fotografia, etc.). Mas se você quer ter imagens em largura total da tela no seu site ou blog, muito provavelmente terá que trabalhar com dimensões maiores, como 1900 pixels de largura (e altura proporcional).

Minha recomendação é: trabalhe sempre com as menores dimensões (relação entre largura e altura da imagem) possíveis para que seu site e/ou blog seja o mais leve possível. Quanto mais leve ele for, mais rapidamente ele será exibido na tela dos visitantes, e essa velocidade de carregamento é um fator direto de ranqueamento – o que significa dizer que o Google leva essa rapidez (ou lentidão) em conta quando posiciona o seu site entre os resultados de pesquisas. Quanto mais rápido seu blog for, mais chances de aparecer em posições superiores na página de resultados ele terá.

Antes de inserir imagens no seu site, você deve compactá-las (ou comprimi-las, são termos sinônimos) para que elas tenham a mesma sensação visual de qualidade ao olho humano, mas com um peso muito menor (tamanho do arquivo). Neste outro post eu ensino um passo a passo do processo. Mas é importante que você saiba que há também várias outras formas fáceis de comprimir imagens, além dessa que eu mostro no post.

As categorias do blog

Em primeiro lugar, entenda bem o que são categorias (e também o que são tags) neste post breve sobre o assunto.

Em muitos casos, é difícil prever com exatidão quais serão todas as categorias do blog antes de começar a escrever e publicar posts. Com o passar do tempo, novas ideias de pautas provavelmente aparecerão e, com isso, é possível que também apareçam novas categorias.

Escolha as suas categorias e ordene-as muito bem – de maneira lógica – para que todas as subcategorias fiquem corretamente aninhadas debaixo das categorias de nível superior.

O importante é que posts nunca sejam publicados sem uma categoria.

Tags

Para saber como usar tags e como elas são diferentes de categorias, leia este outro post (curto) com bastante atenção.

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Passo 14: Análise das métricas e mensuração dos resultados do seu blog

Lembra do Passo 8 e do Passo 9? Depois de começar a publicar no seu blog, você deverá acompanhar as suas métricas usando o Google Analytics e o Google Search Console.

Não se preocupe se você não ver métricas altas no começo. Publicar bons conteúdos em um blog traz ganhos exponenciais de tráfego, mas ao longo de – no mínimo – meses. Quanto mais você escreve, mais autoridade você constrói com o passar do tempo. Nenhum blog fica famoso da noite para o dia. Portanto, estabeleça metas realísticas para o futuro. Muito provavelmente, as suas metas serão:

  • ter mais assinantes;
  • gerar leads;
  • transformar a maior parte possível desses leads em clientes.

Para ajudar a medir seu sucesso, fique de olho nas métricas abaixo.

Visualizações de páginas e fontes de tráfego

Uma boa maneira de saber quanto tráfego seu blog tem é ver o número de visualizações que cada post teve. Esse relatório está disponível tanto no Google Analytics quanto no Google Search Console. A diferença é que no Google Analytics é possível ver todas as fontes de tráfego:

  • o tráfego pago (vindo de campanhas PPC, de campanhas no Facebook, etc.);
  • o tráfego orgânico (vindo de resultados naturais – que não são anúncios – dos buscadores);
  • o tráfego direto (situação em que o usuário digita o endereço do seu blog diretamente na barra de endereços do navegador, sem passar por nenhum site ou buscador antes);
  • o tráfego de referência (situação em que o usuário estava em algum outro site, clicou em algum link e passou ao seu blog).

No entanto, no Google Search Console você terá mais informações sobre o tráfego orgânico.

Taxa de cliques (também chamada de CTR)

Um fator crucial para melhorar o posicionamento do seu blog nas páginas de resultados do Google, do Bing e de outros buscadores é a taxa de cliques. Também chamada de CTR (da sigla em inglês “Click-Through Rate”, que significa “Taxa de Cliques” em português), esta métrica é basicamente o número de cliques que o seu blog (ou que cada post individual dele) obteve em relação ao número de vezes que apareceu em páginas de resultados de pesquisas em buscadores.

Quanto mais pessoas clicam nos seus posts nos resultados do Google (e também de outros buscadores) e permanecem nele (no post), melhor fica a autoridade do seu blog perante ao buscador.

Você deve sempre olhar a taxa de cliques individual de cada post do seu blog no Google Search Console. Assim, é possível começar a avaliar o desempenho de cada post separadamente.

Leads e novos clientes trazidos pelo seu blog ao longo do tempo

Essa é uma análise básica: saber quantos novos clientes o seu blog vem trazendo. É um dos “números finais”, que diz se a direção atual do seu conteúdo (tipos de pautas, formatos dos posts, etc.) e a estrutura do seu site/blog estão funcionando bem ou se podem ser modificados e melhorados.

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