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6 erros em reformas de sites que acabam com o seu tráfego e com o seu SEO

Reformas de sites e seus riscos para o SEO

Para que possamos manter nossos sites à altura das preferências dos usuários e sempre atualizados tecnológica e esteticamente, temos que reformá-los de tempos em tempos, isso é fato.

Redesenhar e remodelar um site para acompanhar as novas tendências e recursos disponíveis é uma ação de marketing essencial hoje. As expectativas dos usuários mudam com o passar do tempo e, para que continuemos competitivos, temos que nos manter atualizados com essas mudanças.

Mas essa é uma tarefa que traz alguns grandes riscos do ponto de vista comercial e de SEO. Várias coisas podem dar errado durante o processo. Algumas delas podem fazer com que os mecanismos de busca (Google, Bing, entre outros) não vejam o seu site com a mesma autoridade que tinha em buscas relevantes antes – ou até mesmo que ele se torne totalmente invisível. Há também casos em que certos erros fazem com que o site seja penalizado pelos buscadores.

Neste post, eu apresento alguns dos equívocos de web design mais comuns, que podem destruir o SEO do seu site. Conhecer esses riscos pode lhe ajudar muito a evitar os erros que podem acabar com o seu tráfego vindo da busca orgânica dos mecanismos de busca.

1. Deixar o ambiente de desenvolvimento ser rastreado e/ou indexado pelo Google, Bing e outros

Programadores diferentes cuidam do ambiente de desenvolvimento (de construção) do novo site de maneiras diferentes. A maioria simplesmente cria uma sub-pasta dentro do domínio. Alguns criam um domínio só para desenvolvimento. E há aqueles que cuidadosamente escondem seu ambiente de desenvolvimento “bem escondido”.

Os mecanismos de busca geralmente irão seguir os links nas páginas e indexarão o conteúdo que encontrarem pelo caminho, mesmo que você lhes diga explicitamente que eles não devem fazê-lo. Isso gera problemas porque os buscadores podem indexar duas versões do mesmo site, o que causaria também problemas com o conteúdo e com os links. Por causa disso, é útil colocar o maior número de obstáculos possível no caminho dos mecanismos de busca que tentarem indexar o ambiente de desenvolvimento da nova versão do site.

Uma boa solução é usar uma URL (um endereço) limpo que nunca tenha sido usada para um site online antes. Isso assegura que não haverá links apontando para esse local.  Depois, proíba todos os bots (robôs) dos buscadores de visitá-lo usando o arquivo robots.txt e crie uma página de índice vazia para que nenhuma outra pasta esteja visível a eles. Se quiser levar isso ainda mais adiante, você pode também usar proteção com senha – o que não é necessário na maioria dos casos.

Depois, pode-se criar uma pasta separada para o site em desenvolvimento. Geralmente, o nome dessa pasta será uma sequência incompleta de letras e/ou palavras para que tenha menos chances de ser encontrada aleatoriamente. Em seguida, podemos instalar o WordPress nessa pasta e configurá-lo para que bloqueie os bots de buscadores também nesse nível.

2. Excluir páginas ou mudar as URLs de páginas sem redirecioná-las

Durante a reforma de um site, é natural que se descartem algumas páginas que não serão mais necessárias. Web designers menos experientes irão simplesmente excluí-las.

Outras páginas terão que ser movidas ou renomeadas, e isso na maioria dos casos implica em mudar suas URLs. Web designers com pouca experiência geralmente mudam essas URLs e dão a tarefa por completa.

Isso é um grande erro porque algumas dessas páginas (ou todas) podem já ter bom posicionamento (ou ranqueamento) no Google, Bing, etc. Além disso, podem haver links de outros sites apontando para elas ou ainda visitantes que as adicionaram como um favorito.

Quando se exclui páginas que já tinham links externos apontados para elas, seu site perde todo o valor de SEO que vinha desses links. Em alguns casos, isso pode significar uma perda enorme de tráfego – e de vendas. E ainda há mais: visitantes que clicarem nesses links externos que apontavam para as suas páginas excluídas aterrizarão em uma página de Erro 404. Em termos de experiência do usuário isso é péssimo. Não se esqueçam de que a Google já confirmou que a experiência do usuário é um fator de ranqueamento.

A maneira correta de se excluir páginas é redirecioná-las para a página existente mais relevante na nova versão do site – a mais próxima em termos de conteúdo. E para as páginas que tiverem que ser movidas ou renomeadas (qualquer ação que envolva mudar a URL), é igualmente importante redirecionar a URL antiga para a nova. Em ambos os cenários, um redirect 301 deve ser usado. Isso diz ao mecanismo de busca que a página antiga foi movida permanentemente para o novo endereço. Em alguns tipos de hospedagens, pode ser também necessário incluir um registro no arquivo .htaccess do site.

3. Alterar nomes de imagens em páginas que já ranqueiam bem

Isso nem sempre é um problema, mas se uma página do site já tem boa posição nos buscadores, mudar o nome da uma imagem naquela página pode causar uma perda de ranqueamento. Muitas vezes, um cliente contrata um web designer sem experiência em SEO para reformar um site que já ranqueia bem no Google. Durante o trabalho, ele então substitui imagens antigas por imagens novas e maiores. No entanto, a falta de experiência faz com que coloquem nomes nas imagens sem nenhum valor de SEO, como “imagem4.jpg”.

Esse erro destrói uma parte do conteúdo que os mecanismos de busca usam para determinar em quais buscas e situações uma página deve ranquear (ou seja, aparecer nos resultados).

4. Não fazer uma auditoria completa no site, tanto depois da migração PARA o ambiente de desenvolvimento quanto depois da migração DO ambiente de desenvolvimento

Independente do método que for usado para fazer a migração, uma coisa é certa: o risco de erros é bem grande. Em geral migra-se o site online para o ambiente de desenvolvimento e, depois, volta-se com ele depois que todos os testes forem feitos na nova versão.

Um problema comum nesse cenário são links no conteúdo do site apontando para lugares errados. Por exemplo: em uma página ou post do site online (antes da reforma) você pode ter um link apontando para:

seudominio.com.br/quem-somos

Depois de feita a migração para o ambiente de desenvolvimento, o novo endereço seria:

dev.seudominio.com.br/cliente14/quem-somos

Até aqui, tudo bem.

Mas em muitos casos, depois de feita a migração da nova versão do site (já reformado) de volta para o servidor online, o conteúdo nas páginas e posts ainda pode conter links que apontam para as páginas do ambiente de desenvolvimento. E vejam que esse é somente um exemplo. Podem haver milhares de links em um site – incluindo links para imagens, arquivos de JavaScript e arquivos de CSS.

A boa notícia aqui é que a solução é simples. Ferramentas como o Screaming Frog – que funciona da sua máquina local e cuja versão grátis já cobre boa parte dos sites – ou o SEMRush – que funciona na nuvem – podem ser usadas para rastrear todos os links no seu site. Isso inclui os links de texto visíveis no front-end (na “vitrine” do site), links para imagens e links para arquivos de JavaScript e de CSS que ficam no HTML dos sites.

Screaming Frog SEO Spider Interface
Interface do Screaming Frog SEO Spider. A ferramenta analisa links e outros aspectos do SEO do seu site.

Nunca se esqueça de revisar todos os links que apontam para sites externos depois que o novo site (já reformado) tenha sido migrado para o servidor online. Isso porque todos aqueles links que apontarem para o seu ambiente de desenvolvimento serão tidos como links externos. Quando você encontrar links nessa situação, faça as devidas correções para que passem a ser links internos.

Esse cuidado é primordial depois da migração e ajudará a prevenir erros que podem ter consequências desastrosas.

5. Não conferir se tudo está funcionando em todas as partes do site

Uma vez que o site reformado já estiver online, é preciso fazer muito mais do que simplesmente “dar uma olhada em algumas páginas” para ter certeza de que tudo está certinho. É essencial testar tudo para garantir que o site tenha tanto uma aparência quanto uma funcionalidade perfeitas. Isso inclui:

  • Formulários de contato
  • Carrinho de compra, pagamento e outros recursos de e-commerce
  • Busca interna do site
  • Ferramentas interativas, se houver
  • Reprodutores multimídia (players)
  • Analytics
  • Verificação do Google Search Console e do Bing Webmaster Tools
  • Inserção das tags e pixels de rastreamento
  • Vários outros ítens

6. Não refazer as configurações do WordPress e dos plugins depois da reforma do site

Um erro comum – e fácil de se cometer – é não mudar as configurações dos plugins de SEO (com o Yoast, por exemplo) de volta para que permitam que os mecanismos de busca rastreiem e indexem o novo site reformado. Esquecer de fazê-lo significaria deixar o site do cliente praticamente invisível aos olhos do Google, do Bing e dos demais buscadores. Se a empresa depender de tráfego orgânico para vender, as consequências serão catastróficas. Marcar ou desmarcar uma caixinha no painel pode ser literalmente uma questão de vida ou morte para setores da empresa ou toda ela.

WordPress permissão para mecanismos de busca

Para evitar o impacto que este erro pode causar, é vital que o WordPress e seus plugins sejam reconfigurados depois que o novo site seja colocado no ar. Um checklist mínimo de verificação do SEO incluiria plugins de:

  • SEO
  • Redirecionamentos
  • Sitemaps
  • Schema
  • Cache

A falta de atenção a detalhes é sempre um grande problema nas áreas de SEO, de web design e de programação em geral. Nenhum dos erros neste post é muito complexo ou difícil de ser evitado. Basta conhecê-los, fazer um checklist completo e percorrer todo ele durante e também ao final dos trabalhos.

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