14 estratégias de SEO antigas e ultrapassadas que você nunca deve usar no seu site

Olhando o site de um cliente na última semana, me lembrei do quão nocivas algumas estratégias de SEO antigas podem ser para o tráfego de lojas online, blogs e sites Internet afora.

Essas táticas velhas de SEO variam entre as inofensivas e sem nenhum efeito até aquelas destruidoras, que podem ter um impacto negativo grande e imediato nos resultados da empresa.

Por isso resolvi escrever esse post com 12 estratégias de SEO ultrapassadas que todo e qualquer dono de site deveria recusar terminantemente ou interromper imediatamente.

1. Nomes de domínios que são correspondência exata (exact match) da palavra-chave desejada

Durante um período, domínios que eram a correspondência exata da palavra-chave eram um assunto muito discutido porque eram uma grande vantagem para o SEO.

Por exemplo, se a pessoa desejasse obter tráfego vindo de buscas com a palavra-chave “camisetas de algodão” – que tem alto volume de busca – ela então faria um site com o nome de domínio “www.camisetasdealgodao.com.br”.

Bastava fazer qualquer micro-site rápido com um domínio de correspondência exata para ranquear melhor e mais rápido do que com um domínio de nome de marca ou tradicional. Levava poucas semanas, em alguns casos apenas dias.

Mas essa época foi um “fogo de palha” e os domínios de correspondência exata logo perderam sua força na medida em que a Google ajustou seu algoritmo.

Nomes de domínio de correspondência exata tem o mesmo potencial de ranqueamento de qualquer outro domínio. Aparentemente, eles tem também uma chance maior de serem penalizados por spam – algoritmicamente ou manualmente.

Além disso, esses domínios podem oferecer ainda mais risco porque, em geral, não levam a marca do negócio. Portanto, são vistos como menos confiáveis pelos usuários, o que pode reduzir as conversões e fazer com que o trabalho de link building seja mais difícil.

2. Diretórios de links e diretórios de artigos

Diretórios de links são praticamente inúteis hoje, com exceção de diretórios de nichos específicos que seguem regras editoriais bem rígidas.

Muito antes dos mecanismos de busca se tornarem inteligentes como são hoje, os diretórios de links serviam com uma forma de categorizar sites para que pessoas pudessem encontrar o que procuravam. Devido à simplicidade de instalação e de uso do software que fazia com que funcionassem, ao apetite insaciável de profissionais de marketing por links rápidos – também devido aos donos de sites que procuravam por mais fontes de receita – os diretórios de links se tornaram extremamente populares.

O problema era que eles não ofereciam nenhum valor de fato aos visitantes, e por isso os mecanismos de busca começaram a ignorar muitos desses diretórios de links. Rapidamente eles perderam sua eficácia de SEO como estratégia de link building. Pouco tempo depois, já haviam se tornado um verdadeiro aterro sanitário de links de péssima qualidade – que poderiam até penalizar o seu site.

Diretórios de artigos são ainda piores. O que no início era uma forma de compartilhar suas idéias com um público maior e ainda ganhar links rapidamente logo se tornou prática abusiva. Profissionais de marketing começaram a usar software para “reescrever” seus artigos e enviá-los novamente a milhares de diretórios de artigos de uma só vez.

Assim como os diretórios de links, os diretórios de artigos chegaram a um ponto em que não ofereciam mais valor algum aos visitantes. O conteúdo encontrado neles era de muito baixa qualidade.

Profissionais de marketing os usavam somente para obter links rapidamente (e facilmente). Sem dúvida, todo esse excesso de conteúdo de baixa qualidade – que inundava a Internet através dos diretórios de artigos – foi a gota d’água que culminou no Panda Update – uma atualização no algoritmo de busca do Google que dizimou milhares de sites.

Conforme mencionei antes, com a exceção de diretórios que pertencem a nichos específicos e que são de alta qualidade (existirão apenas um ou dois em qualquer segmento), você deve sempre recusar diretórios de links e diretórios de artigos.

3. Troca de links

Os mecanismos de busca enxergam um link para outro site como um “voto” para aquele site. Portanto, a troca de links é como dizer “se você votar em mim, eu votarei em você.” Essa é, por excelência, a definição das práticas manipulativas de construção de links. No passado, milhões de donos de sites começaram a trocar links sem nenhum critério, inclusive com sites que não tinham nenhuma relevância para o deles.

Para piorar ainda mais as coisas, ao invés de colocar esses links no meio de bom conteúdo eles os despejavam em uma página “Links”, muitas vezes divididos por categorias, junto a centenas de outros links – sem oferecer absolutamente nenhum valor aos visitantes.

Essa estratégia – hoje sem nenhuma eficácia – ainda persiste em menor número mais de uma década depois do seu fim.

4. Estrutura de URLs sem hierarquia

Na verdade essa não é uma “estratégia” como as demais neste post, isso porque ela é a maneira padrão como o WordPress já vem configurado, e a maioria dos donos de site não sabem que precisam mudá-la.

Exemplo de URL 1: http://dominio.com.br/pagina1/

Exemplo de URL 2: http://dominio.com.br/categoria1/pagina1

Uma estrutura de URLs sem hierarquia – como no exemplo 1 – dificulta o trabalho dos mecanismos de busca de entender a hierarquia do seu site. Isso porque todas as suas páginas serão classificadas como pertencentes ao mesmo nível de importância.

Já uma estrutura hierarquizada – como no exemplo 2 – claramente comunica a importância e posição de cada página em relação a todas as outras páginas do seu site.

O primeiro passo então é alterar a estrutura padrão das configurações de permalink no painel WordPress. Depois, publique as páginas de segundo nível e crie as categorias no seu blog. Se essas páginas e categorias já existirem, você deverá então apenas movê-las para que as hierarquias sejam devidamente estabelecidas.

Depois que isso tiver sido feito, cada página de terceiro nível e cada blog post deverá aparecer como uma sub-página do segundo nível correspondente. E assim por diante, caso o seu site tenha ainda mais níveis.

Essa estrutura é muito importante porque cada página de um certo nível dará mais autoridade à página/categoria do nível acima à qual pertença.

É vital planejar muito bem essa mudança antes de executá-la. Isso porque se você tiver que fazê-la agora ou no futuro – quando o seu site já estiver bem maior e complexo – é bem provável que você tenha que redirecionar várias ou todas as páginas, e isso pode causar perdas de ranqueamento e tráfego.

5. Guest blogging indiscriminado

Guest blogging é a prática de se oferecer para escrever conteúdo para outros blogs similares dentro do mesmo segmento. Daí o termo “guest” (convidado), a idéia é um “blogueiro convidado.” Este método é usado por donos de blogs para aumentar o tráfego em seus sites. Trata-se basicamente de escrever um blog post para ser publicado em outro blog como autor colaborador, muitas vezes em destaque.

Ao contrário do que muitas pessoas falam, o guest blogging está longe de acabar. No entanto, ele mudou bastante. Para entender todo o contexto, é importante entender a evolução do guest blogging ao longo do anos.

O guest blogging originou-se nas Relações Públicas tradicionais. A premissa básica é a de que a pessoa estivesse tentando conseguir alcançar um público maior através da inserção de um artigo em uma publicação já conhecida e estabelecida. Isso ajudaria a pessoa a:

  • Criar mais exposição;
  • Construir autoridade, credibilidade e confiança;
  • Demonstrar seu conhecimento;
  • Construir uma marca pessoal.

No passado, a pessoa procuraria oportunidades de guest blogging em publicações com base no tamanho e na relevância do público-alvo. A idéia era “aparecer” para mais pessoas daquele público, e para isso deveria-se escrever conteúdo de ótima qualidade que fosse bem apreciado. Esse conteúdo incluiria uma biografia curta do autor, e em alguns casos links para o seu próprio site.

Os donos de sites que queriam alegrar o Google publicando conteúdo constantemente ficaram desejosos por publicar um fluxo de posts de autores convidados (os “guest bloggers”). E como links são essenciais para SEO, as pessoas rapidamente começaram a usar essa prática para criar links desenfreadamente.

Profissionais de marketing logo começaram a enviar posts para qualquer site que os aceitassem – tudo para obter um link.

A Google então entrou em cena para acabar com essa prática. Sites foram penalizados, alguns levaram anos para se recuperar – outros nunca se recuperaram e seus donos tiveram que começar tudo de novo com um novo domínio. Muitas empresas fecharam suas portas.

Durante algum tempo, as pessoas se distanciaram do guest blogging. Mas recentemente ele voltou às suas raízes tradicionais.

6. Keyword stuffing (repetição excessiva de palavras-chave)

Nos tempos em que os mecanismos de busca eram capazes de interpretar somente sinais simples e básicos, tais como a densidade da palavra-chave, repetir essa palavra várias vezes excessivamente em uma página – para que ela parecesse ser mais relevante para aquele termo – era uma tática que funcionava.

O que na verdade deveria ter sido uma repetição natural da palavra-chave ao longo do texto da página se tornou uma prática muito abusiva.

Um exemplo de keyword stuffing comum no começo dos anos 2000 era colocar a palavra-chave repetidamente – sem qualquer outro termo separando – com a cor do texto igual à cor do fundo. Assim, além das ocorrências (já excessivas) dessa palavra-chave no texto, haveriam ainda mais repetições invisíveis aos olhos dos visitantes, escondidas nos espaços da cor de fundo da página.

Essa estratégia não funciona. E ainda pior do que não funcionar, usar keyword stuffing faz com que o texto do seu site pareça ter sido escrito por robôs ou por uma pessoa em franco estado de embriaguez, o que não ajudará em nada sua empresa a ganhar a confiança do público.

7. Correspondência exata da palavra-chave em textos âncora

O que é texto âncora?

Texto âncora é o texto clicável de um link que direciona o usuário a outra página. Por exemplo, na frase “converse com um especialista em SEO antes de tomar decisões sobre o seu site”, o texto âncora é “especialista em SEO”.

No passado, o texto âncora de links era um fator de ranqueamento de muito peso. Por exemplo, se você quisesse aparecer nos resultados de buscas com a palavra-chave “advogado criminalista” você tentaria adquirir o maior número possível de links que usassem “advogado criminalista” como texto âncora.

Profissionais de marketing abusaram dessa tática. A Google então entrou em cena e reduziu o posicionamento de sites que tinham (o que a empresa entendia ser) quantidades artificiais de links apontando para eles.

A distribuição de textos âncora que apontam para um único endereço qualquer (ou seja, todos os links que apontam para uma página qualquer) geralmente tem uma grande variedade. Pense: se 50 pessoas diferentes criarem um link para uma mesma página no seu site, cada um desses links será inserido em um contexto diferente no conteúdo de cada um dos 50 sites delas. Uma pessoa criará um link usando um texto âncora que descreve o produto (“roupas esportivas”, por exemplo), enquanto outra criará um link usando um texto âncora que descreva o preço e outra criará um link com texto âncora “clique aqui”, e assim por diante.

Veja abaixo o perfil de texto âncora dos links que apontam para o site do jornal Estadão (estadao.com.br).

O gráfico nos mostra a variedade de termos que são usados nos links, lembrando que a amostra acima contempla somente os 10 primeiros textos âncora com maior número de links apontando para o site. Há centenas de outros textos. O item em verde na legenda “[no anchor text]” indica links em formato de imagem apontando para o site, ao invés de links em forma de texto.

A maioria do seu texto âncora não será uma correspondência exata das palavras-chave para as quais você deseja aparecer nos resultados de buscadores, a menos que contenham o nome da sua marca ou nome do seu domínio. O fato dessa situação ser a grande minoria é normal, isso porque hoje o Google dá mais importância a:

  • relevância do site de origem do link em relação ao seu site (o site de destino do link);
  • a autoridade do site de origem do link;
  • o número de links relevantes vindos de sites de boa autoridade que apontam para o seu site.

Não vale a pena dedicar muito trabalho para tentar controlar o texto âncora específico que os donos de outros sites usarão para criar links apontando para o seu site. Em geral, é uma grande perda de tempo. Além disso, ainda poderá prejudicar seu ranqueamento se você se exceder e criar um padrão artificial (perfeito demais).

Lembre-se: a maioria dos textos âncora de sites com um perfil de links normal contém palavras relativas à marca desses sites.

8. Criar páginas para cada variação de uma palavra-chave

Expressões com palavras-chave, na maneira tradicional de se pensar, não tem mais o valor que tinham antes. Entre os vários métodos antigos de se conseguir tráfego vindo de buscas feitas com uma palavra-chave, havia um que consistia em criar uma página separada no site para cada variação dela. Por exemplo, se você tivesse um site de venda de carros usados em São Paulo, você faria uma página para cada uma das palavras-chave abaixo:

  • “carros usados sp”
  • “carros usados sao paulo”
  • “carros usados na cidade de sao paulo”
  • “carros usados sp capital”
  • “carros usados em sp”
  • “sp carros usados”

E assim por diante.

As páginas teriam praticamente o mesmo conteúdo, o que mudaria seria somente o título da página e algumas ocorrências da palavra-chave no texto.

Mas hoje os mecanismos de busca são muito mais inteligentes, e essa prática não funciona mais.

O Knowledge Graph (Gráfico do Conhecimento) da Google, baseado em indexação semântica (através do significado e não somente da palavra em si), começou a acabar com a prática antiga que mencionei acima. E o RankBrain deu o golpe final, matando-a de uma vez.

RankBrain é o nome popular do sistema de inteligência artificial de machine-learning da Google, que ajuda a empresa a entender melhor a intenção por trás de uma busca. O sistema ajuda o buscador, por exemplo, a exibir páginas nos resultados de uma busca feita com palavras-chave que não estão no seu conteúdo.

Basicamente, isso significa que se você escreve conteúdo sobre manutenção de laptops em uma página do seu site, o RankBrain entende que essa página poderia ser um bom resultado para ser exibida em uma busca feita com qualquer uma das palavras-chave abaixo:

  • conserto de laptops
  • reparo de laptops
  • conserto de notebooks
  • reparo de notebooks

Entre outras.

Se você criou no seu site páginas separadas para cada variação de uma palavra-chave no passado, não deixe-as lá. Faça os devidos redirecionamentos 301 (na maioria dos casos não se deve apagá-las, e sim redirecioná-las) e a fusão dos conteúdos que podem ser fundidos. Deixar páginas repetidas e desnecessárias pode impactar negativamente na maneira como o Google enxerga o seu site, assim como a frequência com que ele é rastreado e quanto dele é rastreado.

Ao invés de criar uma página individual para cada palavra-chave da qual você quer obter tráfego, crie uma página mais completa para cada tópico de palavra-chave. Usando o exemplo que mencionei antes, poderíamos criar uma página sobre “manutenção de laptops” com sub-títulos e conteúdo para cada uma das outras palavras-chave relacionadas (conserto de laptops, reparo de notebooks, etc.).

9. Links pagos

Pagar por links que transmitem valor de SEO é uma violação clara das regras de webmaster da Google há muito tempo, mas ainda persiste até os dias de hoje.

Comprar links pode ajudar a melhorar o ranqueamento do seu site no curto prazo, mas você corre o grande risco de ser penalizado. Vale mesmo a pena?

Você pode achar que sendo muito cuidadoso nada de ruim acontecerá. “Basta comprar alguns poucos links para ranquear melhor e entrar no radar do Google”, pensarão alguns. Mas o risco é alto: a Google está constantemente procurando compradores e vendedores de links, e essa tarefa não é tão difícil: tudo o que eles tem a fazer é seguir os links.

Muitos então dirão: “Eu sei o que estou fazendo, não vão descobrir nunca!”. Pode ser que você sabe o que está fazendo, mas e os donos dos sites dos quais você compra links? E as outras pessoas que compram links deles? Será que esse pessoal sabe o que está fazendo?

Digamos que a Google consiga pegar um comprador de links porque detectou um padrão artificial de links de outros sites apontando para o site dele. Tudo o que eles terão que fazer depois é avaliar os links desses outros sites que apontam para esse comprador para identificar mais vendedores de links. E isso irá revelar ainda mais compradores de links, o que por sua vez irá revelar ainda mais vendedores de links, e assim por diante.

Veja que essa “caça” por compradores e vendedores de links tem ação exponencial. Então é melhor não comprar links.

10. Conteúdo ruim

Há poucas semanas eu fiz uma apresentação sobre marketing digital para um dos diretores de uma empresa do setor de energia solar. Depois que eu falei sobre as enormes possibilidades de produção de bom conteúdo que o negócio tinha, eu já podia ver a expressão de dúvida em seu rosto: “Mas quem vai produzir esse conteúdo? Eu não tenho tempo nenhum para fazer isso!”, disse.

Uma boa estratégia de SEO demanda produção constante de conteúdo de alta qualidade. E isso é difícil para pessoas com restrição de tempo, é compreensível. A falta de tempo – e também de recursos, em alguns casos – pode levar à criação de conteúdo, mas sem a devida atenção ao processo. Há que ser ter muito cuidado: o resultado pode ser desastroso para a marca.

A época em que se produzia conteúdo somente para “publicar algo” acabou, isso graças ao Panda Update (o algoritmo da Google para combater spam e conteúdo ruim em sites) em 2011. Desde então, o algoritmo do Panda foi melhorado e refinado, tornando-se em 2016 um dos principais algoritmos de ranqueamento.

Google Panda Update: o algoritmo combate conteúdo de baixa qualidade

Seu conteúdo deve ser muito bem escrito e tem que responder alguma (ou várias) perguntas que o seu público-alvo tem. Ensinar algo valioso é muito importante. Não há tamanho máximo ou mínimo ideal, cada post deve ser longo o suficiente para cumprir sua função. Em alguns casos serão algumas poucas centenas de palavras, em outros casos serão milhares. Se alguém disser a você coisas como “a Google prefere posts de no máximo 500 palavras” ou qualquer coisa do tipo, simplesmente ignore.

11. Escrever conteúdo para robôs ao invés de escrever para pessoas

É provável que você já tenha lido textos em sites onde uma palavra foi repetida várias e várias vezes excessivamente, ou onde havia frases em que alguma palavra-chave tenha sido artificialmente inserida – e que não tinha muito sentido ao ser lida. Se isso já aconteceu, você certamente viu um exemplo de alguém que escreveu para robôs (para os mecanismos de busca) ao invés de escrever para humanos.

O SEO mudou muito desde o advento dos mecanismos de busca, e os dias em que tínhamos que soletrar tudo para que os robôs rastreadores entendessem tudo acabaram há muito tempo. Escreva sempre para pessoas. Afinal de contas, serão humanos que comprarão seus produtos ou serviços – e não robôs!

12. Criar vários sites interligados

Há duas formas de se criar sites interligados, e nenhuma delas tem valor de SEO hoje.

A primeira forma é interligar vários sites que você possui. Essa é a “menos mal”, porque se for bem feita não resultará em uma penalização. No entanto, ela não terá muito impacto (se tiver algum) no seu SEO porque os mecanismos de busca valorizam bastante o número de domínios raíz que possuem links apontando para o seu site – e não somente o número total de links. Domínios raíz são o domínio principal. Veja o exemplo:

www.site-da-maria.com.br  é o domínio principal ou domínio raíz.

www.blog.site-da-maria.com.br  é um sub-domínio do domínio raíz “site-da-maria.com.br”.

www.cursos.site-da-maria.com.br  é outro sub-domínio do domínio raíz “site-da-maria.com.br”.

www.site-do-carlos.com.br  é outro domínio raíz.

www.loja.site-do-carlos.com.br  é um sub-domínio do domínio raíz “site-do-carlos.com.br”.

www.blog.site-do-carlos.com.br  é outro sub-domínio do domínio raíz “site-do-carlos.com.br”.

Para que você entenda o que isso significa em termos de valor de SEO, veja os dois cenários abaixo.

Cenário 1:

www.site-da-maria.com.br  tem 10 links apontando para o seu site.

www.blog.site-da-maria.com.br  tem 10 links apontando para o seu site.

www.cursos.site-da-maria.com.br  tem 15 links apontando para o seu site.

Cenário 2:

www.site-da-maria.com.br  tem 10 links apontando para o seu site.

www.blog.site-do-carlos.com.br  tem 15 links apontando para o seu site.

www.site-do-jose.com.br  tem 10 links apontando para o seu site.

Em princípio, o cenário 2 seria mais favorável para o SEO do seu site porque nele temos o mesmo número total de links (35), porém vindos de 3 domínios raíz diferentes: site-da-maria.com.com, site-do-carlos.com.br (lembre-se que este sub-domínio pertence ao domínio raíz site-do-carlos.com.br) e site-do-jose.com.br.

No cenário 1 também temos 35 links totais apontando para o seu site, mas todos vindos de apenas um domínio raíz: site-da-maria.com.br.

É claro que há vários outros fatores que os mecanismos de busca levam em conta, mas o exemplo acima serve para mostrar o valor que os domínios raíz tem nesse complexa matemática do SEO.

Um exemplo dessa tática feita corretamente (mas ainda sem nenhum grande valor de SEO, mas já evitando penalizações) seria um site de venda de passagens aéreas com links apontando para um site de venda de reservas em hotéis – ambos pertencentes à mesma empresa. O motivo é simples: a relevância entre os dois sites é bem alta.

A segunda forma de interligar sites – que é considerada uma estratégia de SEO black hat (ou seja, “malvada e trapaceira”) – é criar vários sites somente com o objetivo de inserir neles links que apontem para o seu site. Isso significa que você teria então uma rede sempre crescente de novos sites com links apontando para o site principal. E isso, por sua vez, significa que é praticamente uma certeza de que você criaria um padrão que a Google reconheceria, o que levaria a uma penalização.

Não se esqueça de que a Google contrata matemáticos altamente capacitados para trabalhar em questões como essa (a de reconhecimento de padrões artificiais), entre várias outras.

13. Automação de link building (criação de links “automática”)

Quando links passaram a ter importância para SEO, profissionais de marketing rapidamente começaram a procurar formas de maximizar o tempo gasto em link building (criação de links) usando vários programas de automação dessa tarefa. Esses robôs colocavam links em comentários de blogs e fóruns. Donos de sites escreviam artigos ruins e sem conteúdo em escala industrial para depois enviá-los a diretórios de artigos, além de colocavar seus sites em diretórios de links.

Automação é uma grande possibilidade (em muitos casos uma necessidade) para certos tipos de tarefas, não há dúvida disso. Mas para link building não. Os tipos de links que são criados com automação violam as diretrizes para webmasters da Google.

Veja que a mensagem aqui se repete: a idéia é sempre criar conteúdo de ótima qualidade para que outras pessoas queiram espontaneamente criar links apontando para o seu site.

14. Rodapés com número excessivo de tags

O rodapé é um elemento básico de qualquer site. Ele ajuda os visitantes a navegarem pelas diferentes seções e ainda oferece informações adicionais, tais como dados de contato, termos de uso e direitos da marca. O exemplo abaixo, do site do jornal Folha de São Paulo, mostra o quão útil um rodapé pode ser:

Temos a logomarca do jornal com colunas contendo links para as várias seções do site. Cada uma das colunas tem um título, o que facilita a vida do usuário.

Agora veja os rodapés abaixo:


Centenas de links e tags sem nenhuma organização ou ordem. Nem um pouco intuitivo para o visitante.

Milhares dos sites com esse tipo de rodapé – cheios de links sem organização e centenas de tags – foram penalizados por duas atualizações de algoritmos da Google: o Panda (que visa combater conteúdo ruim e sites com estrutura deficiente, lançado em fevereiro de 2011, já mencionado antes nesse post) e o Penguin, que detecta sites com manipulação de links e tags, lançado em maio de 2013. Recuse essa prática em rodapés para garantir melhores posições do seu site nos resultados de buscas.